Parque Municipal dois Irmãos

Você conhece o Parque Municipal Dois Irmãos, no Rio de Janeiro ? Se não conhece, trate de colocar na sua lista de lugares que precisam ser visitados. Esse lugar maravilhoso fica numa das áreas mais nobres do Rio de Janeiro: o Leblon mas você não vai precisar gastar nadinha para conhece-lo, já que a entrada é gratuita.

O parque é muito bem estruturado e possui vistas incríveis da Cidade Maravilhosa. Existem vários mirantes de onde é possível contemplar a beleza singular do Rio de Janeiro através de diferentes ângulos. Logo que você chega já é recepcionado por uma linda vista para o mar que pode ser acessada por uma escada que desce rumo ao primeiro mirante. Nesse espaço há uma placa de vidro em memória dos passageiros do voo Air France 447 que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris mas nunca chegou ao seu destino.

Caso você vá de carro, pode deixá-lo na entrada e fazer uma trilha até a parte alta mas você também tem a opção de subir de carro se o parque não estiver muito cheio.

Eu preferia ter subido à pé mas minhas amigas não quiseram, já que o guarda disse que era uma subida puxada.

Nesse segundo ponto existe uma área bem legal, uma estrutura de parque mesmo onde havia várias pessoas sentadas na grama e em bancos bem estilosos. Essa área possui um deck não muito conservado que, inclusive, estava “lacrado” com fitas (acredito eu que seja pelo risco da madeira quebrar). Mesmo sem o deck conseguimos encontrar um ângulo bem legal que pegava toda a orla. Nosso rolê pelo parque acabou sendo rápido porque chegamos tarde e já estávamos com muita fome (pra variar) mas a minha dica é que você vá com tempo, se possível leve um livro ou simplesmente se permita ficar a toa curtindo a vibe boa do lugar.

Como visitar o Cristo Redentor pagando pouco!

E a dica de hoje vai pra você que ainda não visitou o Cristo Redentor ou que pretende voltar no ponto turístico mais famoso do Brasil.

O monumento fica no Alto da Boa Vista, dentro do Parque Nacional da Tijuca.

Como lá não tem estacionamento, deixamos o carro no Bairro das Laranjeiras e subimos de uber pois optamos por ir de van, já que estava menos da metade do preço do trem: apenas 28,00 para moradores do Estado do Rio.

Existem 3 opções de lugares para pegar a van : Copacabana, Largo do Machado e Parque Paineiras do Corcovado, sendo este último no valor de 28,00. O ingresso pode ser comprado no site paineirascorcovado.com.br

Para vocês terem ideia, o ingresso do Trem do Corcovado, estava saindo por 70,00 então valeu a economia, né.

Basicamente a diferença de ir de trem é que você vai por dentro da mata. É um passeio legal, com uma vista bonita dessa floresta tão importante para o Rio de Janeiro mas a subida pela estrada também tem sua beleza.

A van nos deixou na entrada da base do monumento que pode ser acessado por escada comum ou elevador (tem uma escada rolante mais pra perto da estátua também). É claro que subindo as escadas você terá lindas vistas da cidade maravilhosa de vários ângulos diferentes.

Agora, sem sombra de dúvidas, o auge mesmo é chegar aos pés do Cristo; o monumento é realmente incrível. O grande problema é conseguir tirar uma foto decente, já que está sempre lotado. Quando fui em 2018 decidimos pagar um fotógrafo pois eles têm todo um esquema pra pegar o melhor ângulo; dessa vez não sei se tinha este serviço pois não vi ninguém oferecendo.

E por falar em estar lotado, eu achava que, em plena pandemia, deveria ter uma organização melhor, limitando a quantidade de pessoas e o tempo de permanência. Confesso que fiquei agoniada no meio daquela aglomeração pois não imaginava que estaria tão cheio.

Uma coisa bem triste é que os restaurantes que funcionavam lá acabaram fechando por conta da pandemia, então o rolê lá em cima vai ser basicamente pra olhar a paisagem (por favor, tirem uns minutinhos pra contemplar a vista maravilhosa)e tentar encontrar um bom ângulo pra tirar fotos, o que é uma tarefa bastante difícil! Mesmo assim, esse é um daqueles rolês que todo brasileiro precisa fazer. Definitivamente o Cristo Redentor é um monumento incrível que enche o peito de orgulho em dizer que é o cartão postal do meu país.

Ilha da Gigóia, a Veneza Carioca

Nesse fim de semana tive a oportunidade de conhecer a ilha da Gigóia, um recanto charmoso escondido na Barra da Tijuca.

Também conhecida como Veneza carioca, a ilha está repleta de bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos.

Nosso acesso foi entre o posto shell e o Barra Point shopping( não sei se tem outro acesso), aliás, deixamos o carro no estacionamento do shopping pois não tem lugar para estacionar próximo à ilha.

Existem vários barcos que fazem a travessia durante todo dia e os valores variam de acordo com o local de parada. Como fomos ao Deck Bar pagamos R$6,00 na ida e R$5,00 na volta, em barcos diferentes.

Embora eu tenha achado o passeio de barco curto(menos de 10 minutos), o lugar é bastante bonito, todo cercado pela mata Atlântica.

Sobre o “Deck Bar”, ouvi dizer que é o melhor bar da ilha mas não achei as porções nada generosas. Pedimos uma porção de contra filé com fritas e a carne estava com pedaços muito grandes e sem sabor. A porção de gurjão de frango estava gostosa e a de batata com calabresa quase não tinha calabresa, então pra mim, nesse quesito não valeu à pena mas o bar é super animado e estava lotado!

Por fim, “desembarcamos” nos fundos do shopping e tiramos umas fotos bonitinhas no mini deck.

Confesso que esperava mais mas ainda assim, foi um rolê diferente que valeu a pena e indico a todos que gostam de descobrir novos lugares.

Viajar sozinho pode ser melhor do que parece.

Você já deixou de fazer alguma viagem por medo de viajar sozinho?

Fiz essa pergunta no meu Instagram e a resposta foi surpreendente! Muitas pessoas deixam de viajar por falta de companhia.

Eu mesma já fui assim. Só venci esse medo em 2019 quando percebi que, para realizar o meu sonho de fazer um intercâmbio em Londres, eu teria que ir sozinha.

Confesso que viajar sozinha nunca é minha primeira opção. Eu sempre tento encontrar algum amigo para viajar comigo mas essa tarefa não é tão simples quanto parece.

Além da disponibilidade de datas, você precisa de alguém que queira ir para o mesmo destino e, se você tem um destino fixo em mente e seu amigo tem outro, começa aí o primeiro impasse.

Sem contar que não é qualquer pessoa que pode ser um bom companheiro de viagem. Imagina só, viajar com alguém que tem uma vibe totalmente diferente da sua!

Isso também pode ser uma boa motivação para viajar sozinho, porque dependendo da companhia, a viagem pode ser bem estressante. Vai por mim, eu sei do que estou falando!

Este ano eu também tentei encontrar alguém para viajar comigo nas férias mas não rolou e como eu já tinha deixado de viajar ano passado devido à pandemia, não queria perder mais um ano presa em casa. Então eu decidi que, mais uma vez, eu teria que ir sozinha e os destinos escolhidos foram Curitiba e Foz do Iguaçu (é claro que farei outros posts pra falar de cada um).

Minha experiência nesta viagem, foi completamente diferente da viagem de Londres pois lá eu conheci a Elen, que era minha companheira de quarto e foi a melhor parceira de viagem que eu poderia ter encontrado na vida mas dessa vez eu estava completamente sozinha e posso falar uma coisa? Foi uma experiência libertadora!

Eu percebi que mesmo sozinha dá pra se fazer uma viagem legal. Eu fui em todos os lugares que planejei, fiz tudo no meu tempo, do meu jeito, de acordo com o dinheiro que eu tinha e passei meus perrengues sem ninguém reclamando na minha cabeça.

É claro que é ótimo ter com quem conversar e alguém para bater suas fotos mas não são esses meros detalhes que farão sua viagem ser horrível. Eu comprei um tripé que me atendeu bem em relação às fotos e como eu postava muita coisa nas minhas redes sociais eu tava sempre interagindo com o pessoal que estava me acompanhando de longe e acho que isso também contribuiu um pouco pra eu não me sentir totalmente só.

Agora que eu já te provei que viajar sozinho não é esse bicho de sete cabeças, deixa eu te dar algumas dicas:

A escolha do destino é um dos fatores mais importantes, especialmente para nós mulheres, pois há lugares que são mais perigosos de ir sozinha, então é sempre bom dar uma pesquisada se o lugar que você quer ir é tranquilo para uma viagem independente ou se vale à pena contratar uma agência de viagens, por exemplo.

Antes de fechar com um hotel, dê uma pesquisada na localização; prefira lugares mais seguros e movimentados. O mesmo vale para as agências de turismo, caso você feche algum pacote no local e obviamente procure saber o mesmo sobre os pontos turísticos que você for visitar: quais os melhores horários, se tem histórico de assaltos etc.

Também recomendo uma boa comunicação com a sua família para o caso de acontecer algum imprevisto. No meu caso eu deixei com meu pai todos os detalhes dos vôos e conexões, os nomes do hotéis e datas de check in e check out, além de compartilhar minha localização em tempo real.

Acredito que se você seguir essas dicas sua viagem tem tudo para ser incrível!

E para finalizar este post, quero encorajar você que sempre quis viajar, a se permitir viver essa experiência.

Viajar é o melhor presente que você pode dar a si mesmo e por que não aproveitar esse momento para curtir e apreciar sua própria companhia ?

Serra da Beleza – Um presente para os olhos

Imagine um mar de ondas verdes se perdendo no horizonte: essa é a visão proporcionada pela “Serra da Beleza”, distrito de Santa Isabel do Rio Preto, na cidade de Valença, interior do Estado do Rio.

A serra da Beleza, que na verdade se chama Serra da Taquara, também é internacionalmente famosa por relatos de aparições de OVNIs, recebendo a visita de pesquisadores do mundo inteiro! Imagina só você bem de boas contemplando a paisagem e de repente, pá…olha ali um disco voador !!! Seria o máximo, né !! Aliás você vai poder, sim ter essa visão e até tirar uma fotinha com um ET, caso visite o restaurante Mirante da Serra da Beleza, que além de uma comida mineira maravilhosa, possui um ambiente super aconchegante por dentro e todo instagramável por fora. Eles montaram vários cenários onde dá para tirar fotos lindíssimas. Um dos mais legais é o balanço que, pra quem não tem medo de altura como eu, deve proporcionar uma incrível sensação de estar voando pela paisagem ( no meu caso me deu vertigem mesmo). Tem também o mirante, uma asa de metal , e como eu já disse, alguns bonecos ETS e disco voadores.

Acabou que nesse post eu basicamente fiz propaganda grátis para o restaurante! Mas fazer o que né? Faz parte da vida de blogueiras não famosas. O importante é deixar aqui uma dica de lugar que vale a pena visitar naquele domingo ensolarado em que você não tá nem um pouco a fim de cozinhar.

Travessia Lídice x Angra e meu medo de altura

O post de hoje vai ser pra falar dessa trilha super legal e quase desconhecida, que também fiz com o grupo VRTT, no dia 15 de fevereiro de 2021. O roteiro acontece sobre os trilhos da antiga rodovia que ligava Barra Mansa a Angra dos Reis e passa por dois túneis de pedra, um extenso caminho de mata fechada e termina num paredão de pedra que o guia chamou de chuveirão.

Saímos de Barra Mansa às 6:30 da manhã, fizemos a clássica parada em Lídice para tomarmos um café e seguimos para a estação Alto da Serra.

Deixamos a van e caminhamos por cerca de meia hora até a estação, que embora esteja abandonada e em ruínas, proporciona belas fotos, já que é cercada pela mata atlântica e possui um extenso e verde gramado à sua frente. A poucos metros da estação já é possível visualizar o primeiro túnel, precedido por um lindo paredão de pedras.

O segundo túnel não é tão distante do primeiro mas as marcações das datas entre um e outro têm diferença de dois anos (1922 e 1924) o que nos fez rir bastante quando comentamos que não é de hoje que as obras no Brasil demoram a ficar prontas. Ele é um pouco mais extenso mas a paisagem ao seu final é ainda mais bonita. Recomendo levar lanterna pois não dá pra ver um palmo à frente do nariz lá dentro.

Como a trilha estava praticamente inexplorada, o mato estava bem alto e havia muitos galhos de árvores para nos esquivarmos. No caminho nos deliciamos com muitas goiabas e morangos silvestres e também pegamos uma chuvinha boa. Minha dica é usar bota de trilha, de preferência de cano mais alto, como era a minha, e levar capa de chuva.

Após o percurso em mata praticamente fechada, começamos a visualizar a baía de Angra do Reis, lá das alturas, uma vista incrível! Alguns metros adiante paramos para lanchar à beira do pontilhão e foi aí que começou o perrengue da vez.

O cenário era estonteante: o pontilhão nas alturas e a baía de Angra lá embaixo, à direita, eram a garantia de fotos incríveis mas quando eu coloquei o pé no primeiro dormente e olhei para baixo quem ficou dormente foram as minhas pernas. A empolgação se transformou em medo em questão de segundos e eu simplesmente não consegui andar. Me agachei e fui,praticamente engatinhando, até uma curta distancia da base para poder tiras as fotos. A sensação de medo que tomou conta de mim foi inexplicável. Voltei para a “terra firme” para lanchar com um único pensamento dominando a minha mente: como eu vou conseguir atravessar esta merda?

Eu juro que tentei convencer o grupo que eu poderia ficar ali sozinha até eles voltarem mas o guia disse que não poderia me deixar ali, então eu tive que atravessar e fiz a vergonha do rolê. Pra vocês terem noção, no grupo tinha algumas senhoras na casa dos 60 anos e eu fui a única pessoa que teve um ataque de pelanca. Comecei a suar frio e minhas pernas bambearam. Tive vontade de chorar e só consegui atravessar porque a minha amiga Patricia me deu a mão e foi va-ga-ro-sa-men-te me conduzindo, cheia de paciência e frases motivacionais do tipo: “Sue, se você cair, você não passa no vão trilho”. Isso era tão óbvio! Mas nenhuma lógica se aplica quando somos tomados pelo medo, não é mesmo? Fomos as primeiras a travessar e quando conseguimos, a galera começou a aplaudir e eu me senti mais idiota ainda quando vi que todo mundo atravessou numa boa!

Depois desse perrengue de respeito, caminhamos mais um tempo pela mata fechada até que finalmente chegamos ao chuveirão. Eu confesso que esperava mais mas depois eu acabei me rendendo à beleza do lugar: um paredão de pedra com uma pequena queda d’água extremamente gelada. Como eu já tava molhada da chuva (já que minha capa de chuva descartável acabou rasgando) e a minha dignidade já havia sido jogada ponte abaixo, eu me enfiei debaixo do chuveirão e acabei de ficar ensopada de uma vez, porém agora eu estava ensopada e congelada mas foi super divertido, até o momento que eu lembrei que teríamos que passar novamente pela maldita ponte. Retornamos pelo mesmo caminho e pegamos uma chuva um pouco mais forte mas a pior parte mesmo, foi ter que refazer a travessia do pontilhão novamente de mãozinha dada com a Patricia, porém, dessa vez deixei para atravessar por último. A sensação foi “um pouco menos ruim” porque se eu disser que foi melhor, estarei exagerando.

Embora a gente tenha subido bastante, não senti nenhum desgaste físico pois a subida foi bem suave. Só deu pra ter noção mesmo da altura em que estávamos, quando contemplamos Angra lá do alto. Levamos cerca de 4 horas para fazer todo o percurso calmamente e com duas longas paradas: a do pontilhão e a do chuveirão.

Como eu usei a quarentena para escrever o meu primeiro livro.

Uma das minhas primeiras paixões, desde a infância, foi escrever. Eu adorava escrever poesias e sonhava em ser escritora. Com o passar dos anos e as responsabilidades que a vida adulta me atribuíam eu fui parando de escrever, até que em 2019, numa daquelas crises existenciais, eu decidi que iria retomar o meu sonho de criança e estabeleci a meta de escrever um livro. Depois de muitas voltas na minha mente, eu finalmente consegui imaginar o cenário e o contexto da história que eu iria escrever e comecei um esboço, no celular mesmo, pois o meu notebook estava estragado.

Confesso que estava bem devagar, sem um comprometimento real com meu objetivo, até que na virada de 2019 para 2020, conheci um escritor, casado com a amiga de uma amiga. Ele avaliou meu primeiro esboço, me deu várias dicas e eu entendi aquilo como um sinal divino de que eu deveria continuar e continuei, porém, com minha rotina de trabalho eu me via sempre cansada demais para me dedicar ao meu livro, até que em abril de 2020 veio o lockdown. Minha carga horária foi reduzida e começamos a trabalhar em regime de home office, o que também me forçou a mandar meu notebook para arrumar .

Como eu comecei a pegar mais tarde no trabalho mas meu corpo continuava acordando às 6 da manhã, eu decidi começar o dia escrevendo e foi esse o período em que a minha história realmente tomou forma. Logo depois eu entrei de férias e, como não podia ir para lugar algum, usei o isolamento para escrever, escrever e escrever, quer dizer, eu também readquiri o hábito da leitura. Um dos primeiros livros que li foi: “O poder do Hábito”, que mudou completamente minha perspectiva e foi através da aquisição desse novo hábito, que eu me tornei disciplinada o suficiente para alcançar meu objetivo pois, mesmo quando minha rotina voltou ao normal, eu me readaptei mas nunca mais parei de escrever. Minha meta era lançar o livro no dia do meu aniversário e eu consegui.

A editora escolhida foi a Editora Dialética, que apresentou o melhor valor incluindo o processo de revisão de texto, diagramação e disponibilização em formato de E-book pelas principais plataformas digitais e também o livro físico, que pode ser adquirido diretamente no site da editora, sendo assim, eu não precisei arcar com os custos da impressão.

Um resumo do livro

“Duas faces do amor” foi inspirado em minha viagem à Edimburgo, capital da Escócia. Foi uma viagem de apenas um dia mas que me marcou muito. Me apaixonei pela Escócia e por sua história e percebi que Edimburgo era o cenário perfeito para meu primeiro romance.

A trama começa no trem que parte de Londres para Edimburgo, onde a brasileira Bebel conhece o escocês David e os dois desenvolvem um interesse mútuo. Quando chegam em Edimburgo, eles descobrem que ficarão na mesma acomodação e à partir daí, estreitam rapidamente seus vínculos. David apresenta Edimburgo à Bebel e lhe conta importantes fatos da história de seu país mas, além da história escocesa, Bebel se depara com a comovente história de vida desse homem, por quem ela rapidamente se apaixonou e se percebe em uma delicada posição, quando ele revela que possui uma doença grave. Ela decide viver a história de amor dos seus sonhos mas durante a viagem às famosas Highlands, descobre que vai viver o seu pior pesadelo.

Se você quer saber os detalhes dessa trama, basta acessar o link abaixo e escolher o formato que mais te agrada:

Trilha no Parque Nacional do Itatiaia: o dia em que eu me senti nas Highlands escocesas.

Hoje eu vou compartilhar com vocês, um resumo da minha primeira trilha no Parque Nacional do Itatiaia: o Circuito dos Cinco Lagos, que fiz o com grupo VRTT- Volta Redonda Trilhas e Trekking – no dia 13 de fevereiro de 2021. É claro que, como tudo que acontece comigo tem que rolar uma treta, dessa vez não foi diferente!

Eu já fui várias vezes ao Parque, porém, apenas na parte baixa, com acesso por Itatiaia e sempre curti as cachoeiras do lugar. Como eu ia fazer o tal do circuito dos cinco LAGOS, na hora de escolher a roupa eu imaginei: vou de calça legging, bota de trilha, um top, um biquíni por baixo e levo uma blusa de frio só pra garantir. Então eu comentei com meu pai, que já tinha ido na parte alta do parque, e ele me disse pra levar um casaco bem quente porque lá fazia muito frio. Embora eu tenha achado um pouco estranho levar um casaco, já que estava um calor infernal, se meu pai falou, melhor levar né. Conversei com minha amiga Patricia, que iria comigo, e ela disse que não era pra ir de biquíni porque lá em cima era mais frio mesmo. Pois é amiguinhos, a noção passou longe.

O dia amanheceu chuvoso. Saímos de Barra Mansa às 6 da manhã e confesso que estava com medinho de pegar uma chuva pesada lá em cima. Quase desisti de ir mas a Roberta e o Elismar, que são os responsáveis pelo grupo, me tranquilizaram. Só que o que nem eu, nem ninguém poderíamos imaginar era o frio que nos aguardava. Quando descemos do carro para tomar café na estrada de Itamonte, tomamos um susto daqueles! Além da chuvinha fina e do vento, a temperatura estava muito baixa. O interessante é que a nossa reação foi a mesma de todas as pessoas que chegavam na vendinha. As pessoas que vinham do Rio de janeiro, desciam do carro de bermuda e chinelo e todas ficavam estarrecidas com o frio que estava fazendo, afinal, a temperatura lá em baixo durante a semana toda estava acima dos 40 graus. A nossa sorte é que tem uma loja do outro lado da rua, que vende casacos e itens para trilha.

Não teve jeito, comprei um casaco impermeável cor de marca texto (pois era a única cor disponível para o meu tamanho) e um par de meias bem grossas. Os donos da loja foram tão legais, como todo bom mineiro, que ainda nos presentearam com uma balaclava (se você não sabe o que é uma balaclava, fique tranquilo, eu também não sabia até ganhar a minha: trata-se de uma espécie de bandana pra proteger o rosto e o pescoço). Após essa comprinha de emergência, porém muito importante, e um café com pão de queijo maravilhosos, continuamos subindo por uma estradinha de chão não muito boa. Quando chegamos na entrada do parque a temperatura estava em 13 graus, com um vento que parecia cortar o rosto e, ai de nós, se não fosse a balaclava!

Uma coisa importante de dizer é que você precisa comprar seu ingresso com antecedência no site do parque e levá-lo impresso, porque lá não tem internet e eles usam leitura de QR Code para validar a sua entrada.

Passados os perrengues iniciais e devidamente vestidos (todo mundo que estava no grupo acabou comprando casacos também), iniciamos o circuito. No início eu fiquei um pouco chateada pois a neblina não nos permitia ver praticamente nada abaixo de nós e quem faz trilha, sabe que uma das recompensas do seu esforço é vista que você tem lá do alto mas a minha chateação durou apenas uns poucos metros.

Conforme eu caminhava, comecei a perceber a beleza singular da vegetação do lugar e, já no primeiro lago, eu fiquei deslumbrada. Sinceramente, eu achei que não estava no Brasil. A partir daí foi um deslumbramento depois do outro, especialmente com a variedade e cores da vegetação do local. Talvez em um dia ensolarado o cenário não fosse tão perfeito.

A trilha em geral não apresenta grandes dificuldades mas possui alguns pontos que demandam um pouco mais de atenção e equilíbrio, portanto, é muito importante ter algum preparo físico e escolher um calçado adequado com boa aderência pois há muitas pedras que podem ser escorregadias. Também achei fundamental estar acompanhada de um guia.

Um dos pontos mais famosinhos e da trilha é a Pedra do Altar, que para mim pareceu mais o Castelo de Grayskull (essa parte só as pessoas dos anos 80 vão entender). É claro que como havia muita neblina eu só tive um vislumbre da beleza do negócio né, uma pena mas já que não dava pra ver a pedra por baixo, decidimos vê-la de cima. Andamos uns 20 minutos em uma subida que nem foi tão puxada assim. Infelizmente não deu pra ver nada do mesmo jeito.

Após uma parada para o lanche continuamos a caminhar e pude observar uma incrível mudança na paisagem da trilha. Eu, que sou apaixonada pela série Outlander e sigo várias páginas relacionadas à Escócia, simplesmente achei que tivesse sido abduzida para as Highlands escocesas, que aliás, estão no topo da minha lista de viagens. Inclusive, quando postei as fotos, alguns escoceses que me seguem no Instagram comentaram que era muito parecido com a Escócia. As montanhas verdes eram salpicadas por várias pedras que parecem ter se desprendido ao logo dos anos. Nesse ponto pudemos contemplar as famosas prateleiras e o Pico das Agulhas Negras, ainda que ocultados pela neblina, proporcionaram um visual surreal.

Depois de uma parada para contemplar a beleza do lugar, descansar e tirar muitas fotos, começou para a mim a parte mais difícil da trilha: a descida. Eu não sei com vocês mas descidas forçam muito mais os meus joelhos do que as subidas e como essa parte da trilha é muito irregular e possui muitas pedras, eu dei uma forçada boa. Quando chegamos na parte baixa ainda tiveram dois pontos bem importantes: uma ponte de madeira que rendeu umas fotos legais e uma travessia com uma ponte de pedra por cima de um lago, que pra mim foi um dos momentos mais tensos pois a correnteza da água estava bem forte e era preciso se equilibrar nas pedras até chegar nessa ponte. Passada essa travessia, andamos mais um pouco e chegamos a um abrigo, onde pudemos ir ao banheiro. Nós já tínhamos andado por cerca de 5 horas e eu fiquei bem feliz pois achava que o nosso carro estava parado um pouco mais à frente. Só que não. Ainda andamos por cerca de 1 hora (em linha reta pelo menos) até chegarmos ao carro e nesse momento eu já estava muito cansada. Confesso que me deu uma certa agonia porque, mesmo em linha reta, eu andava, andava e o carro nunca chegava e essa expectativa de estar quase chegando era horrível. Quando o vislumbramos, foi uma sensação de alívio incrível. Em relação ao tempo, não chegou a chover de verdade, porém, serenou o dia inteiro e eu agradeci muito a Deus pelo meu casaco de marca texto, pois ele me protegeu direitinho.

Londres:como realizei meu maior sonho e quanto gastei

Sabe quando você tem um sonho e aquele sonho parece inalcançável? Aí um belo dia você decide que vai torná-lo real e mesmo sem saber exatamente como, você dá o primeiro passo e de repente ele se realiza…posso te assegurar que é uma das sensações mais incríveis da vida.

Minha paixão por Londres é antiga, da época em que eu era uma menina e me encantava com a beleza e o carisma da Princesa Daiana, logo depois, na minha adolescência vieram as Spice Girls e ficou intenso o sonho de um intercâmbio em Londres. Mas como? Meus pais ganhavam pouco, mal dava pra pagar as contas, eles jamais conseguiriam pagar um intercâmbio pra mim…

Os anos passaram, a vida foi se transformando e esse meu sonho nunca morreu dentro de mim, por mais que num certo momento as minhas escolhas me levaram a um caminho totalmente improvável.

Quando me divorciei minha vida ficou um pouco confusa eu percebi que precisava de um sentido maior e que precisava canalizar minhas energias para algo que me fizesse realizada e não mais focar naquilo em que fracassei e foi aí que dei o primeiro passo.

Eu já andava conversando com algumas agências de intercâmbio até que, um belo dia, veio aquela famosa promoção em 10x no boleto e eu decidi que a minha hora tinha chegado.

Eu tinha um cofrinho onde guardava moedas de 1 real que eu ganhava vendendo doces no trabalho, o objetivo inicial era pagar o IPVA do carro mas como agora o carro estava com meu ex marido, eu decidi usá-lo pra mim e foi assim que eu paguei a primeira parcela do meu intercâmbio.

Nos meses seguintes eu fiz vários rolos pra conseguir a grana das prestações: trocava meu ticket alimentação (que agora sobrava, já que estava morando sozinha), continuei fazendo meus docinhos pra vender no trabalho e pra festas, segurei a onda nas saidinhas do fim semana e quando me dei conta os 10 meses tinham passado, porém, eu ainda não tinha comprado a passagem do avião e nem tinha grana suficiente pra levar então, precisei adiar a data da minha sonhada viagem por 8 meses. Nesse período a bondade de Deus continuou se manifestando na minha vida; é o que eu sempre digo, muitas vezes só precisamos dar um passo de fé e o restante da caminhada é Ele quem vai conduzir . Voltei a dar aula num cursinho profissionalizante 2x na semana e aos sábados; o valor que eu recebia era todinho pra comprar minhas libras e mesmo assim não foi nada fácil, a danada tava nas alturas: cheguei a pagar R$ 5,80 !!!

Também não foi nada fácil encontrar uma passagem aérea num precinho camarada; no final eu agradeci a Deus por ter adiado a viagem pois acabei indo na baixa temporada e consegui uma valor bem mais em conta: R$ 2300,00 pela Alitalia.

Quanto dinheiro levei pra Londres

Uma das minhas grandes dificuldades era saber um valor ideal que me garantisse passar 1 mês em Londres sem passar aperto. Por mais que eu procurasse em blogs de viagem eu nunca encontrava uma resposta com valores exatos. Todo mundo vinha com a mesma história: “isso é muito relativo”; “depende do seu estilo de viagem” e bla bla bla é por isso que vou contar aqui detalhes e valores pra ajudar quem, como eu, ainda não teve nenhuma experiência como essa. Antes disso eu preciso dizer que a minha agência de intercâmbio teve uma falha horrível nessa questão. As consultoras que me atenderam também usaram esse mesmo argumento de que o valor mínimo era relativo mas me diziam que o mínimo ideal seria algo em torno de 800 e 900 libras então, com base nessa informação, comprei 900 libras. O problema é que UM DIA antes do embarque o setor de pós vendas da AGENCIA MUNDI , entrou em contato comigo pra saber se eu tinha alguma dúvida; foi quando disseram que o valor mínimo recomendado pra entrar na Inglaterra era 1265 libras!!!! Pensa numa crise de pânico!!! Fiquei louca, apavorada! Fiz um barraco pelo telefone e o supervisor da agência teve que entrar na conversa pra me ajudar a resolver a cagada que a equipe de vendas havia feito. A experiência foi terrível!!! Imaginem se eu fosse barrada na imigração por não ter o mínimo recomendado pra entrar no país? Seria um final bastante trágico para um sonho tão batalhado. No final das contas, como eu tinha um cartão de crédito internacional com um limite legal, eu acabei usando esse limite pra comprovar as tais 1265 libras e acreditem, a minha entrevistadora da imigração perguntou quanto eu tinha e me pediu pra mostrar. O fato é que nem sempre isso vai acontecer, você pode dar sorte deles não te perguntarem mas também pode dar azar e, caso não comprove que tem condições de se manter no país, eles vão mandar você voltar dali mesmo, então que fique claro: se for passar um mês em Londres, não leve menos de 1265 libras pra não correr risco de voltar pra casa. Se você não gastar tudo não tem problema, o importante é não perder sua viagem por causa de um detalhe como esse. No meu caso eu consegui me virar muito bem com 800 libras ( e ainda consegui visitar Paris e Edimburgo e voltar com 100 libras), já que a minha acomodação já estava paga. É óbvio que fiz uma viagem sem luxos: como fiquei numa acomodação estudantil, eu e minha colega de quarto comprávamos comida no mercado ( que por sinal é muitoooooo barato) e gastávamos o mínimo possível na rua. Embora nosso horário de aula fosse horrível (3:30 da tarde) e a gente saísse cedo de casa pra conhecer os pontos turísticos, geralmente tomávamos um café da manhã reforçado e comíamos um sanduíche na rua antes de ir pra aula. Uma coisa que me deixou abismada foi o valor da comida em Londres (considerada uma das cidades mais caras do mundo) nossos lanches na rua ficavam em torno de 5 Libras por dia e eu to falando de COMBOS no Burguer King, Mc Donalds, KFC…fora os wraps que são bem comuns por lá. Já no supermercado 5 libras dava pra comprar a comida da semana. Como a gente tava meio preguiçosa pra cozinhar, basicamente compramos comida de microondas e enlatados, então, se você não se importar de comer mal por uns dias, você pode gastar bem pouco com alimentação.

Eu estabeleci uma meta de gasto de 20 Libras por dia mas acabou que eu gastava entre 10 e 15, isso porque a gente sempre acabava comprando alguma bobeirinha no caminho, passando em algum PUB depois das aula (óbvio né, mas não era todo dia). Uma dica importante é segurar o máximo de dinheiro nas primeiras semanas e, acredite, não é uma tarefa fácil porque as coisas são muito baratas!!! Nos primeiros dias a gente meio que fica fazendo a conversão sem querer ” bom se isso custa 10 libras então eu to pagando 50 reais”. Com o passar dos dias a gente vai parando com essa mania mas é legal fazer as contas pra não acabar gastando demais com coisas que você pode comprar no Brasil pelo mesmo preço. Eu usei muito a conversão quando queria comprar roupas aí eu respirava fundo e pensava: “eu não preciso dessa roupa, eu posso comprar no Brasil” (Ainda assim eu comprei dois vestidos e uma jaqueta!!!!!). O bom de economizar no começo é que depois você ja tem uma ideia de como funciona a cidade e pode gastar melhor (tipo entrar na PRIMARK com 50 libras e comprar 1 milhão de coisas. Que mulher não ama isso?).

Quanto à minha locomoção, eu gastei 150 libras pois carreguei meu cartão de passagem (Oyster Card) para um mês. O sistema de transporte em Londres é incrível!!! Com o seu Oyster você pode se locomover pelas zonas que escolher no ato da compra e só paga uma tarifa única pra circular o dia todo, podendo utilizar metrô, trem e ônibus…um verdadeiro show de integração e mobilidade!!!

Outra coisa que me ajudou a economizar muito foi usar a minha tática de visitar apenas lugares gratuitos. Londres é uma cidade incrível, repleta de museus, ruas, parques e galerias que você não precisa pagar nada pra entrar; mas é melhor fazer outro post pra falar sobre alguns desses lugares senão esse aqui vai ficar muito extenso!!!

Férias em Gramado

 

 

 

 

 

 

Olá amigos! Eu dei uma sumidinha né; confesso que andei bastante atarefada nos últimos meses mas resolvi terminar esse post que comecei a escrever em Agosto  (sim em AGOSTO), quando eu ainda estava de férias. O que me inspirou a terminá-lo foi acompanhar a viagem de um amigo virtual via Instagram. Bateu aquela saudade da minha viagem !!

Assim que comecei a planejar minhas férias, vários destinos me vieram à mente: as praias e o calor do Nordeste, as belezas naturais de Goiás, um mini cruzeiro… mas como já deu pra perceber, eu  ainda não consegui ficar rica e o destino foi escolhido depois de uma boa comparação de preços, então, lá fui eu para a linda cidade de GRAMADO. É claro  que juntei a fome com a vontade de comer, pois conhecer Gramado sempre foi um sonho. Minha companheira de viagem dessa vez foi a Polly, que também fez  pós graduação comigo.

Depois de muitas pesquisas conseguimos uma passagem bem em conta pela GOL e, finalmente, eu descobri o Airbnb. Até então eu sempre procurava acomodações pelo booking.com mas a diferença de valores foi chocante. Pra quem não sabe, no Airbnb as pessoas alugam partes de sua própria casa, por isso o valor sai tão mais barato. No nosso caso, ficamos na kitnet da Jessica, uma acomodação muito muito simples, porém bem localizada e suuuper barata; pasmem: nós pagamos 45,00, cada uma, pela diária. Gente, pra vocês terem uma ideia, pelo booking.com nas pousadas mais em conta que encontramos, as diárias giravam em torno de R$600,00. Eu jamais conseguiria conhecer Gramado pagando essa fortuna!! Como eu sempre falo, eu não preciso de luxo quando vou conhecer algum lugar, é claro que se algum dia eu tiver bastante grana eu vou adorar ficar num hotel top das galáxias mas, como essa fase ainda não chegou, eu não vou deixar de viajar por conta desse mero detalhe; eu só preciso de um mínimo de conforto pra dormir e tomar banho pois o meu objetivo é ficar na rua o máximo possível e conhecer a maior quantidade de lugares que o eu conseguir. O legal de ter fechado com a Jessica, é que ela também oferece o serviço de traslado, além de ser uma guria muito gente boa que nasceu pra trabalhar com turismo. Pra quem não sabe (como eu não sabia) Gramado fica cerca de 2h de Porto Alegre (onde tem o aeroporto), nesse caso você precisa alugar um carro, ir de ônibus (o que me pareceu uma péssima opção devido aos horários que nem sempre coincidem com o horário do seu vôo), ou fazer como fizemos, que pra mim foi a melhor escolha.  A Jessica nos buscou no aeroporto e nos levou em várias cidadezinhas que ficam no caminho de Gramado. Essa experiência, por si só já foi incrível, me senti dentro de um filme pois era cada cidadezinha mais linda que a outra!! Me encantei com o estilo das construções, com os campos ao redor das casas e com a limpeza das ruas. Conhecemos as cidades de Ivoti, Picada Cafe e Nova Petrópolis, cada uma com seu estilo e encanto. Já no meio do caminho  encontramos várias vendinhas lotadas de queijos, vinhos e alfajor. Paramos em Nova Petrópolis para conhecer o” labirinto verde”, acho que a grande atração da cidade: trata-se de um labirinto feito de uma especie de arbusto que fica numa linda pracinha no centro. Confesso que, inicialmente, achei a ideia de ir num labirinto meio infantil, de longe ele me pareceu pequeno e sem graça: até eu entrar e levar uma baita canseira pra conseguir sair, o pior de tudo, é que meu celular já tinha descarregado pelo caminho e acabei não batendo nenhuma foto desse momento divertidíssimo. Bom, depois da canseira do labirinto, decidimos comer alguma coisa, e a Jessica perguntou se queríamos comer um “XIS”… Hein? “XIS” ?  O que seria um “XIS”? Pois bem, XIS não é nada mais nada menos do que a versão sulista do hambúguer e eu simplesmente amei!!Barriga cheia, pé na estrada!

Chegamos em Gramado por volta de umas 18h e  já deu pra sentir que o frio não era de mentirinha. Paramos na kitnet pra nos acomodar e saímos pra conhecer a cidade por volta de umas 20h. Ai gente, frio é muito chique né!! Me senti a Kate Midleton com meu sobretudo, meias, botas, luvas e cachecol, a cara da riqueza!! Chamamos um UBER  e chegamos no centro em cinco minutos por apenas SEIS REAIS; adorei!! Conhecemos a Rua coberta, o Largo da Borges  e a Igreja Matriz de São Pedro Apóstolo. Após algumas voltas pelas lindas ruas, paramos pra lanchar numa hamburgueria artesanal e gastamos cerca de trinta reais. Nessa altura eu já tinha percebido que a minha linda bota não havia sido projetada para andar e eu desejei muito voltar para casa e tirar aquilo dos meus pés latejantes!

DIA 2: Em nosso segundo dia, decidimos fazer uma caminhada a pé pela cidade. O dia estava lindo: céu azul, 25 graus e aquele sol dizendo: “vem ni mim”. Dessa vez eu coloquei uma bota confortável e partimos pra caminhada. A visão da cidade foi totalmente diferente, porém , incrivelmente linda. Nada de lixo no chão, os carros paravam quando a gente botava o pé na faixa de pedestres, as pessoas eram super educadas quando entrávamos nas lojas e eu fiquei apaixonada, queria morar ali pra sempre!!! Difícil mesmo foi conter os impulsos consumistas com tantas lojas lindas: roupas, calçados, chocolates, queijos, vinhos, souvenirs… até que deu pra fazer umas comprinhas e, cá pra nós, viajar+comprinhas é o paraíso pra qualquer mulher nesse mundo né!!!  Um momento singular pra mim, foi ter encontrado a Igreja Metodista aberta, foi meu momento espiritual nessa viagem; entrei, me ajoelhei, orei e chorei, um choro limpo, de gratidão e paz. Alma lavada, renovada, tudo maravilhoso e perfeito!

Uma coisa que me impressionou em Gramado foi o preço da comida: tem opções pra todos os bolsos!! Nós almoçamos no restaurante do Sr. Jesus, um velhinho simpático e falante que nos contou algumas historias no pouquinho de tempo que ficamos lá. O restaurante serve pratos executivos à partir de 18,90 e fica bem atrás da igreja Matriz. Depois do almoço partimos para o Lago Negro e continuamos nossa andança pela cidade. A visão da parte alta de uma das ruas foi simplesmente encantadora! Já por volta das 16h voltamos pra kitnet, nos agasalhamos (tomamos banho tá) e fomos pra Canela.

Nossa “viagem” até Canela nos custou 19,00 de Uber pois as cidades são realmente muito próximas. Chegamos ao Parque  do Caracol por volta de umas 17h e pagamos 20,00 para entrar. O parque já estava quase fechando mas deu para aproveitar pra tirar lindas fotos. O por do Sol no mirante da Cascata do Caracol foi deslumbrante!! Infelizmente não pudemos fazer a trilha até a cachoeira porque estava interditada ( ainda bem pois não daria tempo!!!)Também não fomos no elevador panorâmica porque rolou um certo medo de altura mas eu me arrependo muito de não ter ido. Ainda assim, valeu super apena conhecer o parque e aquela vista maravilhosa. Na hora de voltar quase passamos um perrengue pois não estávamos conseguindo Uber  mas graças a Deus umas moças que estavam indo embora ouviram a gente comentando e nos ofereceram carona até a entrada de Canela. A gente teve que andar um cadinho até o Centro da cidade mas é lógico que se não tivesse uma treta, não era comigo né!!

Canela é uma cidade muito aconchegante e fofa, a grande atração, claro, é a Catedral de Pedra, um verdadeiro espetáculo da arquitetura Gótica, abrilhantado por um maravilhoso jogo de luzes. Não quisemos entrar na igreja pois estava tendo uma missa mas o pouco que vi da parte de dentro pelo lado de fora (ficou estranha essa frase) não me impressionou muito. Depois de tirarmos algumas fotos pela praça e dar uma voltinha pelas redondezas paramos no Bistrô Cheiro de Canela; comemos caldo no pão, uma delícia por apenas 35,00 acompanhado de uma taça de vinho da região. Voltamos pra kitinet por volta de umas 21h porque não tínhamos muito mais a fazer naquele frio congelante. E assim terminou nosso segundo dia em terras gaúchas.

Dia 3: Nosso terceiro dia em gramado foi dia de passeio de trem!!! Saímos bem cedo de casa e, a bordo da Maria Fumaça, tivemos uma experiência bem legal com as apresentações de música e dança Italianas, que na minha opinião, eram uma inteligente estratégia pra compensar a vista não muito atraente do caminho por onde passamos. As paradas nas estações eram regadas a muito vinho e música típica, além de proporcionar contato com os moradores, que vendiam diversos produtos típicos. Passamos por algumas cidades que não lembro o nome, incluindo Bento Gonçalves que foi uma das que mais me chamou atenção. Almoçamos num restaurante bem legal e depois visitamos a fábrica da Tramontina(não comprei nem uma agulha porque era tudo caro demais pra minhas possibilidades), a cooperativa de Vinhos Garibaldi, a Vinícola Aurora e encerramos com um pequeno grande espetáculo da “Epopeia Italiana”, tudo isso pelo valor de R$ 200,00 sendo que o pessoal da agência nos buscou e levou na porta de casa. O passeio teria sido perfeito, não fosse a chuva fina que fez despencar a temperatura e nos impediu de conhecer as plantações de uva!!

Dia 4: Em nosso último dia, o clima resolveu nos castigar; uma chuva ainda mais fina e congelante tornou nossa aventura um pouco traumática (hahahahah) não vou ficar floreando o negócio não; o frio estava insuportável mas, ainda assim, conseguimos fazer bons passeios. Conhecemos a Fábrica de Cristais de Gramado, onde pudemos ver ao vivo o processo de fabricação de peças em cristal; a loja é linda e tem peças incríveis pra quem tem bala na agulha pra gastar ( o que não era o meu caso). De lá fomos ao Le Jardin, um parque que abriga um lindo e colorido jardim composto principalmente por lavandas. A entrada é gratuita e pudemos nos aquecer na lareira que fica na lojinha do parque, onde também provamos o famoso Strudel. Embora o céu estivesse cinza e a temperatura abaixo de zero, conseguimos tirar lindas fotos. Nosso retorno pra casa foi a parte mais difícil porque queríamos aproveitar um pouco mais da cidade mas o frio estava realmente de rachar…ainda assim conseguimos aproveitar para comprar souvenires e tomar um delicioso chocolate quente no caminho. Finalizamos nosso passeio com uma deliciosa sequência de fondue na companhia da Jessica.

No dia seguinte, infelizmente, tivemos que dizer adeus à Gramado bem cedinho mas pegamos uma bela friaca pelo caminho até Porto Alegre e, embora estivesse realmente muito congelante, nos despedimos com o coração partido.

Contabilizando todos os gastos, considerando que não fomos em nenhum dos museus famosinhos ( museu de cera, mundo de chocolate, museu e vapor etc) gastei em torno de 1500,00, incluindo a passagem de avião,translado e hospedagem.